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Éassim que o neurocirurgião e coordenador do setor, Dr. Jorge Luiz Paranhos, explica a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) da Santa Casa da Misericórdia. A frase, aliás, estampa uma placa na entrada do local.
“Muita gente associa UTI ao risco de morte. Eu defendo, todo santo dia, que este lugar é cheio de possibilidades de vida. E é por ela que todo mundo luta aqui”, frisa em referência à equipe com mais de 60 integrantes incluindo dez médicos, seis enfermeiros, 30 técnicos em Enfermagem, cinco fisioterapeutas, duas nutricionistas, uma psicóloga, uma fonoaudióloga, quatro secretárias e duas colaboradoras realizando serviços gerais.
O grupo se reveza em estrutura com dez leitos distribuídos em boxes individualizados (ao invés de cortinas) e equipados com aparelhos de hemodinâmica, ventiladores e monitores eletrônicos. Essa organização, lembra Paranhos, faz com que a UTI da Santa Casa são-joanense se junte a outras duas no país com arquitetura diferenciada.
A unidade, que recebe pacientes de todo o Campo das Vertentes, foi inaugurada em 1º de janeiro de 1991. Mas é resultado de esforços que começaram a se fortalecer muitos anos antes. “O Dr. Paulo César Rangel nutria o sonho de montar uma unidade coronariana em São João desde que chegou a São João. Então, desenvolveu uma enfermaria especializada, com quatro leitos. Logo que me mudei para a cidade, em 1984, recebi o convite para chefiar o setor. Foi aí que o Dr. Celso Lasmar e eu nos unimos, dando maior assistência à área”, conta Dr. Paranhos.
No início dos anos 1990, já na Provedoria da instituição, Dr. Paulo César Rangel investiu na ampliação do local, criando oficialmente uma UTI, com oito leitos, que recebeu o nome de Dr. Cid de Souza Rangel. A escolha do patrono, frisa Dr. Paranhos, foi mais do que uma homenagem: “A Santa Casa e a medicina em São João del-Rei devem muito a esse homem, um pioneiro e verdadeiro lutador. Além de um agradecimento, dar o nome dele à unidade foi um símbolo do trabalho em que nos espelhamos, defendemos e realizamos aqui 24 horas por dia”, relembra.
E completa: “Até então, socorríamos basicamente as pessoas com cardiopatias graves. Com a estrutura ampliada, contando com um Corpo Clínico que havia crescido em especialidades e avanços tecnológicos na instituição, pudemos ir muito além e pleitear, inclusive, recursos públicos para fazer ajustes ao longo dos anos. Não há ápice nem sonho realizado quando se fala em UTI. Há mudanças que batem na porta pedindo pra entrar o tempo todo. Não podemos parar”, atesta o neurocirurgião, que é referência internacional em neurointervencionismo, com mais de 40 anos de experiência, antes de se despedir e fazer a ronda diária, leito a leito.