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Depois de um aperto de mãos, o ortopedista e traumatologista Antônio Taier pergunta sobre o placar da partida de futebol feminino entre Brasil e Suécia nos Jogos Olímpicos. Tudo igual: 0 x 0. Ele ouve, faz um comentário rápido e parte para assuntos profissionais.

O tempo é contado, a eficiência a base do trabalho e o bem-estar dos pacientes uma prioridade. Exatamente por isso, a paixão por esportes não tira Taier do maior foco: a paixão pela Ortopedia. Uma levou à outra e, desde o final dos anos 1970, o são-joanense compõe a equipe que atende, em média, 50 pessoas por dia na Santa Casa.

Ali são recebidos pacientes que buscam intervenções médicas contra doenças osteomusculares, cuidados para curar lesões, socorro após acidentes domésticos… Enfim, uma lista grandiosa de serviços e tratamentos envolvendo músculos, tendões, articulações e ossos. Tudo para manter o aparelho locomotor funcionando e promovendo qualidade de vida.

Veterano nessa missão, o Dr. Cláudio Ibraim Costa é, também, pioneiro. Prestes a cruzar a marca de seis décadas na carreira, Costa ainda lembra com clareza do convite para iniciar, em 1960, os atendimentos em Ortopedia na cidade de São João del-Rei.

Desembarcou na cidade trazendo, na bagagem, as experiências como residente no Hospital Felício Rocho, referência no setor.

Estrutura

Costa conta que, quando chegou à Santa Casa para iniciar a Ortopedia, encontrou uma sala ao lado do Bloco Cirúrgico e um Raio-X portátil para trabalhar. Hoje, recebe pacientes em estrutura recém-reformada com sala de espera e três consultórios associados a Salas de Gesso totalmente equipadas. Por esses locais transitam os três ortopedistas da instituição (Taier, Costa e o Dr.Leandro Soares), além de uma técnica em Enfermagem e uma secretária.

Tudo isso se soma, ainda, ao suporte do Centro de Imagens e do Centro Cirúrgico da Santa Casa, onde cerca de 20 intervenções ortopédicas são realizadas mensalmente, incluindo casos de urgência, com operações imediatas. Para o pioneiro Costa, tamanha transformação ao longo das décadas é resultado de duas palavras-chave: amor e conhecimento. “Lidamos com a máquina mais importante do planeta: o corpo humano. E ele é movido a vida. É dela que cuidamos diretamente. Algo que depende do nosso empenho, do nosso aperfeiçoamento, da nossa capacidade de aprender e avançar dentro daquilo pelo qual somos apaixonados e por que lutamos”.

Taier concorda. “De luta em luta chegamos até aqui. A jornada não terminou, claro, mas temos orgulho do que a Ortopedia representa e da equipe extremamente dedicada que atua nela”, diz.

O setor funciona de segunda a sexta-feira, 8h às 18h. No entanto, o corpo clínico se reveza, também, em plantões com sobreaviso para situações emergenciais.