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“Você provavelmente não se lembra de mim, mas nunca me esqueci do seu rosto. Quando tive meu primeiro filho em uma cesárea muito complicada, você segurou a minha mão”, disse uma mamãe de segunda viagem à enfermeira Ana Karla Silva, responsável pelo Centro Cirúrgico da Santa Casa.
Não é uma história isolada. Todos os dias, as paredes claras do setor são cenários de cenas cheias de amor à profissão, dedicação, doação e carinho. Todas protagonizadas por 40 cirurgiões, quatro médicos anestesistas e 26 funcionários da ala somados, ainda, aos oito colaboradores da Central de Material e Esterilização (CME).
“Nossa palavra-chave aqui é humanização. Quem passa por aquela porta em uma maca não é apenas um paciente. É uma pessoa com nome, sobrenome e sentimentos que incluem de carência a medo”, explica Ana.
É sabendo disso, e por acreditar na empatia como essencial na fórmula para qualquer cura, que toda a equipe do Centro Cirúrgico é preparada para receber de forma toda especial as mais de 400 pessoas que passam por intervenções de baixa a alta complexidade, mensalmente, na Santa Casa.
Estrutura
Toda essa mobilização a serviço da comunidade regional conta com seis salas de cirurgia e uma de recuperação anestésica totalmente reformadas; além de equipamentos de alta tecnologia em todo o processo: desde a anestesia (agora baseada em infusão controlada) aos procedimentos em si, incluindo videolaparoscopia, colonoscopias, videoendoscopias urológicas, videoartroscopias e videolaparotomias.
Nomes complicados, não é? Mas tudo conhecido nos mínimos detalhes por toda a equipe e explicado passo a passo a todos os pacientes que entram no Centro Cirúrgico. “Costumamos dizer que o procedimento começa com a conversa. Acho até que ela é a primeira anestesia, porque acalma, afasta alguns receios. E, aqui, fazemos questão de bater esse papo sem usar máscaras, olhando nos olhos, tirando dúvidas e sempre enviando as melhores energias para que tudo ocorra bem”, frisa a anestesiologista do setor, Dra.Teresinha Cerqueira.
E o diz com orgulho e satisfação. “Dou graças a Deus por estar neste ambiente e compartilhá-lo com pessoas tão especiais. Não sei se é o nosso processo seletivo ou se é sorte divina. Mas o fato é que temos profissionais iluminados aqui. Isso muda tudo”, sorri.
Humanização
Não há como duvidar. Dentro da meta da humanização, além da clareza, da consciência e do amparo aos pacientes adultos, o tato junto às crianças também é essencial. “Meninos e meninas pequeninos entram aqui e se veem longe dos pais, dos irmãozinhos. Nos colocamos no lugar deles e tentamos entender o quanto isso é assustador”, explica Dra. Teresinha.
Já a Enfermeira Ana Karla completa: “Sempre nos aproximamos, nos colocamos à disposição e explicamos o seguinte: ‘Olha, lá dentro você vai encontrar tias e tios que provavelmente nunca viu. Mas eles são as melhores pessoas para cuidar da sua saúde. Pode confiar na gente”. Tudo isso somado à didática lúdica, que transforma a dorzinha incômoda da anestesia em uma mordidinha de formiga que logo passa… ou a médica nunca vista em uma fada com grandes poderes.
Uma grande verdade, de certa forma, considerando o Corpo Clínico altamente capacitado rodeado por colaboradores prontos até mesmo para oferecer apoio a quem espera do lado de fora.
“Somos todos humanos. Não máquinas programadas para andar de um lado por outro. Então, entendemos a ansiedade e fazemos questão de sempre deixar uma palavrinha com as pessoas que aguardam pelos pacientes aqui no salão. É claro que não damos pareceres médicos. Mas ‘bom dia’, ‘fique calmo’, ‘vai dar tudo certo’, ‘já começou’ ou ‘já terminou o procedimento’ fazem toda a diferença. Inclusive para nós. É um pouco de tranquilidade e compreensão que entregamos”, conta o simpático maqueiro Antônio Fantaucci.
Organização
Leveza na recepção e no cuidado com os pacientes; metodologia seguida rigorosamente antes, durante e após qualquer intervenção (seja ela pequena, como microcirurgias de varizes; a operações de alta complexidade). O Centro Cirúrgico da Santa Casa funciona, diariamente, tratando esses conceitos como filosofia. “É sempre importante lembrar, também, dos cuidados que tomamos com outros detalhes que podem até passar despercebidos. Além dos aparatos de última geração, dedicamos atenção e afinco até mesmo àquele banquinho de madeira que fica ali a postos para o médico subir se for preciso, aos medicamentos sempre prontos para uso nos locais indicados. Cuidamos daqui como se fosse nossa casa, com cada coisinha em seu devido lugar”, frisa Ana Karla.
E é assim, prezando até mesmo pelas pequenas questões, que o setor de cirurgias se mantém grandioso e referência em todo o Campo das Vertentes, com aperfeiçoamento constante. Após reforma com ampliação das salas de operações e reestruturação dos laboratórios de esterilização, em 2012, o Centro Cirúrgico se voltou para melhorias técnicas. “Um dos grandes segredos em toda e qualquer profissão é a verdade. Assim como infelizmente não existe ‘risco zero’ no nosso setor, também não há limites para nosso potencial de melhora. Mas uma coisa influencia a outra. Batalhamos para otimizar nossos recursos para que a qualidade do atendimento do paciente seja cada vez maior e avessa a adversidades”, aponta Dra. Teresinha.